GRUPOS FOCAIS
Componentes do grupo
Lurdes Marilene da Silva Jung
Maria Arabel Chagas da Costa

O que é o grupo focal:
As definições abaixo são originárias de quatro fontes distintas
- É uma técnica qualitativa, não-diretiva, cujo resultado visa o controle da discussão de um grupo de pessoas. Foi inspirada em técnicas de entrevista não-direcionada e técnicas grupais usadas na psiquiatria. Os participantes não se conhecem mas possuem características comuns. Nesta técnica o mais importante é a interação que se estabelece entre os participantes. O facilitador da discussão deve estabelecer e facilitar a discussão e não realizar uma entrevista em grupo
- O grupo focal é um método de pesquisa qualitativa que pode ser utilizado no entendimento de como se formam as diferentes percepções e atitudes acerca de um fato, prática, produto ou serviços. O grupo focal não é, em geral, considerado adequado para estudar a freqüência com que determinados comportamentos pou opiniões ocorrem.
- O Grupo Focal é uma modalidade de grupo que utilizada em processos de Auto-Avaliação Institucional permite viabilizar o princípio do respeito à identidade institucional, pois se constrói uma proposta avaliativa com um olhar interno e os indicadores são elencados com a participação efetiva da comunidade acadêmica, debatendo o que valorar enquanto indicadores do processo avaliativo.
- O grupo focal pode ser definido como uma técnica de investigação que tem por objetivo extrair dados descritivos de um subgrupo populacional e sua base está na interação que ocorre entre os participantes, a qual se dá durante a discussão de um tema de interesse do investigador. O grupo focal, portanto, faz uso da interação grupal para produzir dados e apreender fatos que poderiam ser menos acessíveis sem a interação encontrada no grupo
Para que serve:
Basicamente, o grupo focal pode ser considerado uma espécie de entrevista de grupo, embora não no sentido de ser um processo onde se alternam perguntas do pesquisador e resposta dos participantes. Diferentemente, a essência do grupo focal consiste justamente em se apoiar na interação entre seus participantes para colher dados, a partir de tópicos que são fornecidos pelo pesquisador.
Grupo Focal tem por propósito entender processos de construção da realidade de um grupo social mediante coleta e interpretação em profundidade e detalhada a fim de detectar comportamentos sociais e práticas cotidianas
Quando é recomendada sua aplicação:
Na área da saúde pública para vários propósitos: gerar hipóteses sobre um assunto a partir da perspectiva dos informantes selecionados; avaliar um serviço ou intervenção; fornecer um quadro inicial para estudo de um campo até então não explorado cientificamente; obter a interpretação de um determinado grupo sobre resultados quantitativos obtidos em estudos prévios ou contribuir para a montagem e testagem de questionários e escalas para projetos de pesquisa quantitativo
Procedimentos (como se faz ou como se deve proceder)
- Definir claramente o problema a ser avaliado.
- Escolher um bom facilitador e de preferência dois relatores para anotar a discussão.
- Constituir o grupo focal: o grupo deve ter uma composição homogênea, preservando certas características heterogêneas_ um balanço entre uniformidade e diversidade _ do grupo, o que permite que os participantes sintam-se confortáveis e livres para participar da discussão (aspectos como mesmo sexo, faixa etária aproximada, experiência profissional ou envolvimento/participação na atividade avaliada podem servir como variáveis).
- A escolha das variáveis vai depender do que se avalia e do para quê da avaliação.
- Participantes não devem idealmente pertencerem ao mesmo círculo de amizades ou trabalho.
Tipicamente, o grupo focal é composto de seis a dez participantes que não são familiares uns aos outros. Estes participantes são selecionados porque eles apresentam certas características em comum que estão associadas ao tópico que está sendo pesquisado através do grupo focal.
Sua duração típica é de uma hora e meia.
Local para realização desta atividade
O local ideal para a realização de grupos focais deve: propiciar privacidade; ser confortável; estar livre de interferências sonoras; ser de fácil acesso para os participantes.
Vantagens
- O clima relaxado das discussões
- a confiança dos participantes em expressar suas opiniões; a participação ativa e a obtenção de informações que não ficam limitadas a uma prévia concepção dos avaliadores, bem como a alta qualidade das informações obtidas.
- Sem dúvida alguma, o grande volume de informações captadas também pode ser considerado como um lado positivo oferecido pela técnica, pois sugere a apreensão mais ampla dos assuntos debatidos durante o grupo.
Desvantagens
- Dificuldades em conseguir participantes quando estes devem obedecer a critérios muito específicos
- a produção de polêmicas e oposição na discussão, além de invalidação dos achados devido à ingerência de alguns dos participantes.
- Outro fator que pode ser apontado como uma limitação nos estudos de natureza qualitativa, em particular no caso dos grupos focais, é o fato de que os materiais textuais produzidos são extremamente extensos. Um único grupo pode gerar em torno de 40 a 50 páginas de transcrições. Isto torna o trabalho bastante vultuoso e, considerando que cada pesquisador pode desenvolver uma maneira própria de análise de dados, aquele que não estabelece uma metodologia consistente para tal etapa, corre o risco de deixar de fora informações cruciais para o estudo.
Problemas que vem sendo encontrados para utilização da Metodologia do Grupo Focal:
dificuldades para animar um grupo:
- participante que domine a fala e dificulte a participação de todos
- adesão é voluntária pode ocorrer de não ter participantes em quantidade desejável
- as informações podem trazer dificuldades para análise e generalizações
- necessita de moderadores especializados que possua grande habilidade para não deixar que os grupos assumam trajetórias muito distintas e que os assuntos de maior interesse para o estudo sejam captados em todos os grupos.
- podem estar baseados em grupos difíceis de se reunir.
- Outra dificuldade inerente à técnica é o fato de que as diferenças nas dinâmicas dos grupos podem gerar, muitas vezes, dificuldades nas comparações que se desejam realizar.
Pequeno histórico
Resgatando um pouco do histórico sobre a técnica, o grupo focal surgiu na década de 1950, quando Robert Merton foi convidado por Paul Lazarsfeld para ajudá-lo a avaliar respostas da audiência de um programa de rádio (ROSO, 1997). Merton observou que era difícil para as pessoas expressarem sua opinião
sobre filmes e programas em entrevistas individuais. Posteriormente, Merton utilizou a técnica de grupos focais (originalmente chamada de entrevista focalizada em grupo) no Exército, com o intuito de avaliar o treinamento e filmes
morais. Esse trabalho resultou na publicação de um livro sobre a técnica – Focus group –, que acabou tendo seus procedimentos modificados pela incorporação de backgrounds teóricos sobre grupos (ROSO, 1997).
Grupos Focais: Aspectos Teóricos
A história da pesquisa qualitativa dentro das ciências sociais não é recente. Já nas décadas de 20 e 30, os trabalhos sociológicos da “Escola de Chicago” apontavam para a importância de investigações dessa natureza para o estudo da vida humana. Também na primeira metade do século XX, a Antropologia oferecia à comunidade científica os estudos inovadores de pesquisadores como Boas, Mead, Radcliffe-Brown e Malinowisk, os quais delineavam os métodos envolvidos num trabalho de campo e que se baseavam,particularmente, em observações de costumes e hábitos de sociedades e culturas estrangeiras (Denzin e Lincoln, 1994; Goldenberg, 1998).
Como uma das técnicas de coleta de dados empregada pelas pesquisas de natureza qualitativa, o grupo focal tem suas raízes nas entrevistas realizadas com grupos. No entanto,
sua origem está na área de Comunicação, e não na Antropologia. Os trabalhos conduzidos por Paul Lazarsfeld e Robert Merton, no início dos anos 1940, são considerados como um marco
para o desenvolvimento desta técnica. Nas pesquisas sociais, somente a partir dos anos 80 é que os grupos focais começaram a ser amplamente utilizados como uma ferramenta básica
para coletar dados em investigações na área da saúde (Vanlandinghan e Trujillo, 2002) e também nas relacionadas a questões de saúde reprodutiva e sexualidade (Knodel e
Pramualratana 1987; Miranda-Ribeiro, 1997; Otoide, Oronsaye e Okonofua, 2001.
Essa técnica pode ser uma fonte efetiva de dados para estudos que se propõem a investigar normas sociais, expectativas, valores e crenças(Ulin et al. 2002). Além disso, ela pode ser empregada para ampliar o entendimento que o pesquisador possui a respeito da dinâmica das atitudes, opiniões, motivações e preocupações expressas por indivíduos que integram um determinado grupo (Knodel, Anthony e Napaporn,1988; Miranda-Ribeiro, 1997).
Os dados oriundos da realização de grupos focais também são
úteis para a geração de novas hipóteses, baseadas nas perspectivas dos informantes, para a exploração de variáveis intermediárias que permitam explicações mais adequadas sobre
certas relações encontradas em dados vindos de surveys, bem como para a validação, a partir da comparação de diferentes perspectivas, de resultados obtidos por meio de outros métodos.
O sucesso desta técnica depende, contudo, da troca de idéias entre os participantes, quando estes respondem perguntas específicas apresentadas pelo moderador do grupo e discutem
temas em questão.
BIBLIOGRAFIA
http://www.bireme.br/bvs/adolec
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/avinst01.htm
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101996000300013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2006/
Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 10, n. 15, p. 124-136, jun. 2004
Comments (11)
Anonymous said
at 12:13 am on Oct 22, 2006
Lurdes e Maria Arabel, o trabalho de vocês está excelente, caprichado e completo. Está entre os melhores que li até o momento. O que vocês pensam sobre Grupos Focais? Vocês conhecem alguém que tenha trabalhado com Grupos Focais? Já utilizei várias vezes grupos focais, mas não como método e sim como técnica. Basicamente, trabalho com grupos focais no início de uma pesquisa. Utilizo este procedimento para validar instrumentos. Vocês perceberam que fiz diferença entre método e técnica, vocês sabem por quê? Um abraço, Marie
Anonymous said
at 2:27 pm on Nov 1, 2006
Olá prof Marie!
Estava sentindo falta de comentários na atividade :-)
Eu achei muito interessante o que pesquisamos sobre grupos focais.Não conhecia este trabalho ou pelo menos com este nome. Realmente eu pensaria nesta atividade como uma técnica para levantar questionamentos de um grupo, problemas existentes no grupo, para levantamento de um grupo sobre determinado assunto. Considero interessante o uso no inicio de uma pesquisa já que poderemos tetar os intrumentos de coleta de dados , se os mesmo irão atender ao objetivo da nossa pesquisa.
abraço,
marilene
Anonymous said
at 2:30 pm on Nov 1, 2006
continuando...
A diferença entre método e técnica, seria porque o grupo focal é uma técnica de investigação? Na verdade não é um método de trabalho, é uma ferramenta que atendo ao fim de investigação de hipóteses
Anonymous said
at 10:43 pm on Nov 3, 2006
oi, Marie Jane! Td bem? Qto tempo... Achei interessante essa coisa de Grupo Focal. Pra teres uma idéia, quando vi o nome não me remeteu a nada porque nunca havia escutado falar nisso. Fiquei assustada quando resolvemos falar sobre o assunto pelo desconhecido, o que tb remete ao desafio. Não conheço ninguém que trabalhe com essa técnica, entretanto achei válida. Me remete a um grupo de discussão com uma pauta estabelecida onde todos discorrerão sobre o mesma. Bom, qto a método ou técnica, vou arriscar: técnica porque te referes a forma; o método seria o como agir a partir da técnica utilizada... mais ou menos isso... abrçs...
Anonymous said
at 7:28 am on Nov 6, 2006
Continuando é técnica não método, porque se usa inicialmente, como técnica inicial de investigação
abraço,
marilene
Anonymous said
at 4:54 pm on Nov 25, 2006
Lurdes e Maria Anabel
Vocês colocaram que GF é aplicado “Na área da saúde pública para vários propósitos”. E na área da educação? Como vocês aplicariam na área da educação o que está neste excerto: “Essa técnica pode ser uma fonte efetiva de dados para estudos que se propõem a investigar normas sociais, expectativas, valores e crenças”? Há algum tempo atrás aplicamos grupos focais com crianças 9-12 anos. Nesses grupos elas contavam sobre o seu dia e comentavam sobre as similaridades e diferenças; não perguntamos isso, simplesmente veio à tona quando solicitamos que elas relatassem o que realizaram no dia anterior. Reunimos em torno de 10 crianças por sessão e realizamos esta pesquisa como um momento exploratório para adequação dos diários de usos do tempo. Certamente se pode usar este procedimento como método e desenvolver pesquisas baseadas inteiramente nele. Como método implica em conferir desde o nascimento do método e os pressupostos, bem como seu desenvolvimento posterior. Como método é importante situá-lo epistemologicamente. Vou tentar dar um exemplo: Se eu desejo saber, em profundidade, como as pessoas pensam sobre ser professora, provavelmente este não seria o melhor método. Para saber em profundidade o método seria a história de vida, que mergulha na constituição da subjetividade. O grupo focal serve melhor para confrontar perspectivas em um dado grupo e para levantar as formas de discurso encontradas pelos sujeitos para dar visibilidade e validade ao seu pensamento. Mas para a nossa pesquisa fictícia precisamos contar com uma teoria da subjetivação que sustente o método da história de vida [desculpem esta terminologia, não é afetação de pesquisadora, mas não encontrei outra palavra]. Então, por isso que insisto método não é só técnica. É isso, um abraço para vocês. Marie Jane
Anonymous said
at 7:45 am on Nov 27, 2006
Oi Prof Marie Jane!
Sempre é um prazer ver como voce escreve com propriedade sobre pesquisa. E como isto ajuda a gente na refelxão!
Encontramos alguns artigos sobre grupos focais na educação apesar de quase sempre ser remetido para a área da saude publica.
Como usariamos na educação? Bem vou escrever como eu vejo:
Se levarmos ao pé da letra o material coletado, grupos focais indica que os participantes do grupo de preferencia não devem se conhecer.
Se aplicarmos como um grupo de formação de multiplicadores por exemplo (já que aqui no NTE temos curso de capacitação)
o grupo focal será muito interessante. Como o facilitador do processo tem que apresentar material que suscite discussão, poderíamos apresentar o cronograma do curso e texto sobre informática educativa ou acho melhor ainda nossa proposta de trabalho , os porques de acreditarmos neste trabalho. Registrar a discussão que ocorrer sobre o assunto, onde poderemos ver expectativas e crenças sobre o assunto e sobre este trabalho.
Se vamos trabalhar com uma turma de alunos na escola: todos se conhecem.. posso usar grupos focais? Talvez eu esteja errada mas acho que poderia usar. Mas faria assim; Inicio de trabalho com a turma com a qual vou desenvolver a pratica de projetos de aprendizagem , reunir o grupo, falar sobre PA , sobre escolha de assunto para trabalhar, mostrar um projeto de aprendizagem que outros alunos fizeram e deixar aberto para discussão do grupo. São crianças? mas crianças tem muito o que falar. Assim eu poderia ter uma visão da turma e vontade de saber .. saber sobre o que, que acho que é o que motiva dentro de um PA.
reflexões que venho fazendo...
prof Marie Jane espero seus comentários sobre o que escrevi
Anonymous said
at 8:03 am on Nov 27, 2006
Esqueci de falr sobre a pergunta: “Essa técnica pode ser uma fonte efetiva de dados para estudos que se propõem a investigar normas sociais, expectativas, valores e crenças”?
Considero que sim. Estou errada? Posso reunir o grupo de alunos e coletar as falas sobre como veem a sua comunidade,de como se veem inseridos nesta comunidade, se podem participar na resolução dos problemas desta comunidade ou não. Poderia focar nesta questão de vida na comunidade onde estão inseridos.
abraço,
marilene
Anonymous said
at 9:01 pm on Nov 27, 2006
Oi Marilene, realmente não há problema em ser membros de um grupo que se conhecem entre si. A única questão é que eles estejam dispostos a colaborar. Creio que os autores colocam isso para evitar algumas falas deste tipo: "ah, você sabe como é, conversamos naquele dia e já te expliquei". Veja, nesta situação faltariam dados. Então, é melhor dizer ao grupo que cada membro sempre explique em detalhe o que está pensando. Ou seja, que eles argumentem mesmo que suponham que o outro já sabe, porque isso é uma pesquisa e quem for ler de fora não saberá o que a pessoa quis dizer. Este cuidado ajuda muito. A pesquisa com o grupo de formação me parece muito interessante pode ser ótima. O facilitador inicia com uma pergunta. O melhor é ter perguntas relacionadas para explorar bem uma temática com grupos de 10 a 12 pessoas. Não tenho certeza quanto à apresentação de um cronograma. Geralmente nos grupos focais utilizamos questões candentes, que geram polêmica e obrigam as pessoas a se posicionarem, argumentarem e contra-argumentarem. Estes são os propósitos mais importantes na pesquisa com grupo focal. Na pesquisa com crianças, estes propósitos podem ser mais difíceis de ser realizados, porque eles tendem [não tenho certeza] a não ter muita paciência com o outro colega e, talvez, eles não consigam esperar os colegas realizarem as argumentações [no caso de crianças jovens]. Minha experiência com crianças e grupos focais é muito restrita. O que percebi no que realizamos é que se as questões forem do cotidiano, eles conversam entre si, argumentam e contra-argumentam, como o foi a pesquisa sobre o tempo e o que eles fazem no seu cotidiano. Mesmo assim, ainda prefiro aplicar grupos focais com adultos ou adolescentes.
Anonymous said
at 9:09 pm on Nov 27, 2006
Marilene, Você está correta quanto à técnica para investigar normas, valores, expectativas. Por exemplo, com jovens, se perguntássemos: As regras de convivência são necessárias? Por que? O que é justo quanto às regras? Se a escola tem uma regra que foi enuncida por eles, você poderia partir desta regra. Com os professores, minha sugestão é que você leia os textos e capture algo que seja provocativo. Se você entrar a sala com o intuito de mostrar que um projeto é bom, então a pesquisa nasce com o viés do pesquisador. Passe longe disso, veja no teu projto o que pode desencadear um boa discussão e levantar posicionamentos. A partir das respostas você poderá pensar se o projeto de informática educativa é realmente bom. Os seus questionamentos gerais não devem induzir as pessoas a falarem coisas boas para os teus ouvidos. Veja esta hipótese: eu sou sua amiga e estou num GF no qual eu sei que o seu projeto de curso está implicado, provavelmente eu vou agir como amiga; não vou levantar posições que possam lhe magoar, certo? Você pode testar o GF com uma questão que envolva a informática educativa. Vamos ver o que os professores pensam, o que contrapõem, quais são as dúvidas, como os colegas contribuíram, que argumentos levantaram, quais são as desconfianças, as incertezas, as inseguranças, os desejos etc. Um beijo< Marie Jane
Anonymous said
at 9:17 pm on Nov 28, 2006
Oi Marie Jane! Estava aqui lendo tuas postagens e em especial esta parte: " Na pesquisa com crianças, estes propósitos podem ser mais difíceis de ser realizados, porque eles tendem [não tenho certeza] a não ter muita paciência com o outro colega e, talvez, eles não consigam esperar os colegas realizarem as argumentações... ", daí faço o papel de advogado do diabo:
Será q justamente por serem crianças não seria interessante usar essa técnica? Penso que o fato de terem que argumentar sobre determinada questão os levaria a uma apropriação da palavra e a reflexão acerca do discutido enriqueceria seu conhecimento. Por outro lado, seria uma oportunidade, de justamente, desenvolver o respeito, o cuidado com o outro no sentido de escutar, esperar sua vez, contraargumentar e assim solidificando os laços do grupo? Acredito que essa técnica pode ser bem rica com os pequenos também. Afinal eles têm muito a dizer e nos surpreendem com seus posicionamentos. O q achas disso?
Ah! Posso estar errada, mas também acredito e aposto na não formatação de coisa alguma. Entendo que as coisas são passíveis de movimento, de adaptações, claro que sem perder sua essência. Seguindo nessa linha de pensamento acho que seria super interessante e instigador trabalhar grupo focal com crianças. Abraços!
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